Um fóssil de vômito de dinossauro revelou a existência de uma nova espécie de réptil voador no Brasil. A descoberta lança luz sobre a diversidade da fauna que habitava o país há milhões de anos.
O achado incomum permitiu aos pesquisadores identificar características únicas do pterossauro, batizado de Barikibu waridza, um animal com hábitos alimentares distintos dos demais pterossauros conhecidos. A análise do material fossilizado revelou que o Barikibu waridza era um pterossauro filtrador, ou seja, se alimentava de pequenos organismos presentes na água, utilizando um mecanismo de filtragem semelhante ao das aves atuais.
A preservação do vômito fossilizado, em si, é um evento raro, e a descoberta de uma nova espécie a partir desse material torna o achado ainda mais significativo. A análise da composição do vômito fornece pistas importantes sobre a dieta e o ambiente em que o dinossauro e o pterossauro coexistiram.
O Barikibu waridza representa uma peça fundamental para compreendermos melhor a ecologia dos ecossistemas do período Cretáceo. A descoberta evidencia a importância da pesquisa paleontológica para a reconstrução da história da vida na Terra e o papel do Brasil como um hotspot de fósseis. A identificação de um pterossauro filtrador, com essa característica tão peculiar, demonstra a capacidade de adaptação e a variedade de nichos ecológicos explorados por esses répteis voadores.
Fonte: noticias.uol.com.br