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Fim da Greve no HU-UFJF: Pressão Judicial Leva Trabalhadores a Suspender Paralisação

G1

Os trabalhadores do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora (HU-UFJF) decidiram, em assembleia realizada na noite da última quinta-feira (2), pelo encerramento da greve que havia se iniciado no final de março. A deliberação, comunicada pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais no Estado de Minas Gerais (Sindsep-MG), marca o fim de um período de paralisação que impactou os serviços da instituição e redireciona o conflito para uma nova esfera.

As Reivindicações da Categoria e o Início da Paralisação

A paralisação da categoria, que durou mais de um mês, foi motivada por uma série de demandas fundamentais relacionadas às condições de trabalho e remuneração. Entre as principais reivindicações dos servidores federais, destacavam-se o reajuste salarial, a reposição das perdas inflacionárias acumuladas ao longo do tempo, a concessão de uma cesta básica acompanhada de auxílio-alimentação e a busca por melhorias nas cláusulas sociais presentes nos contratos de trabalho. Essas questões foram o cerne da mobilização que levou os trabalhadores a interromperem suas atividades.

A Pressão Judicial como Fator Decisivo para o Recuo

O fator determinante para a suspensão do movimento grevista foi o cenário de “judicialização” da disputa, conforme explicou Aline Thais Lourenço de Oliveira, diretora do Sindsep-MG. A decisão de encerrar a greve veio após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinar a manutenção de 80% do contingente de trabalhadores em atividade. Adicionalmente, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que atualmente opera sob a denominação 'HU Brasil', orientou seu Departamento Pessoal a efetuar o desconto imediato dos dias não trabalhados na folha de pagamento dos servidores, o que representava um risco financeiro iminente para os grevistas. O sindicato, em nota, afirmou que a decisão de suspender a paralisação foi “difícil, mas necessária diante do risco financeiro imediato aos trabalhadores”.

O Futuro da Disputa: A Resolução na Esfera Judicial

Diante da ausência de um acordo satisfatório durante o processo de mediação entre as partes, o impasse será agora transferido para a esfera jurídica. A Ebserh, juntamente com o Ministério Público do Trabalho (MPT), ajuizou um dissídio coletivo. Isso significa que as reivindicações trabalhistas e as contestações serão analisadas e resolvidas judicialmente, marcando uma nova fase no conflito. O processo sairá do âmbito da negociação direta, onde a mediação não obteve sucesso, para o campo do litígio legal, onde as decisões serão tomadas por instâncias judiciais.

Com a retomada plena das atividades no HU-UFJF e a normalização dos serviços, a atenção se volta agora para os desdobramentos judiciais. Embora a paralisação tenha sido suspensa, a busca por melhores condições de trabalho e remuneração para os servidores federais do hospital segue, agora por intermédio da justiça, aguardando um desfecho para as reivindicações que motivaram a greve.

Fonte: https://g1.globo.com

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