PUBLICIDADE

Ex-Participante de ‘Survivor Grécia’ Processa Produção por Negligência Após Perda de Perna

Stavros após perder a perna esquerda. (Foto: Reprodução/ Instagram)

Um caso de grave negligência, alegadamente ocorrido durante as gravações da 13ª temporada de “Survivor Grécia”, resultou em um pedido de indenização milionário. Stavros Floros, um dos participantes do popular reality show, moveu uma ação judicial contra os produtores do programa, buscando mais de US$ 100 milhões (equivalente a cerca de R$ 510 milhões) após ter sua perna esquerda amputada em decorrência de um acidente. Os documentos judiciais, divulgados pelo portal TMZ nesta quinta-feira (3), detalham as acusações de Floros contra a produção.

O Acidente e as Acusações de Negligência Grave

O trágico incidente, que culminou na amputação de parte da perna de Stavros acima do joelho, ocorreu em 11 de maio passado. Segundo o depoimento do ex-participante, ele estava engajado em uma atividade de pesca submarina, essencial para a obtenção de alimentos no contexto do programa, quando foi atingido violentamente pela hélice de um barco turístico. Floros acusa a produção de negligência grave, argumentando que a fatalidade poderia ter sido evitada com medidas de segurança adequadas.

Nos autos do processo, Stavros Floros detalha que o local escolhido para as filmagens possuía um tráfego intenso de embarcações turísticas, um risco amplamente conhecido. Ele alega que, apesar do perigo iminente, a equipe de produção falhou em prover barcos de apoio, estabelecer áreas protegidas ou implementar sinalização que alertasse outras embarcações sobre a presença dos competidores. Floros reforça suas alegações ao mencionar que a área já havia sido palco de situações de risco anteriores, incluindo um óbito registrado, indicando um histórico preocupante de segurança ignorado pelos produtores.

A Batalha Legal por Justiça e Compensação

A ação judicial movida por Stavros Floros não apenas busca uma compensação financeira substancial, mas também lança luz sobre as responsabilidades das produtoras de reality shows de aventura. Ele argumenta que o próprio formato do programa, que dependia de pesca submarina em águas abertas e movimentadas, era inerentemente perigoso sem as devidas precauções. A falta de proteção aos participantes durante atividades de alto risco é o pilar central da sua argumentação, sustentando que a produção tinha a obrigação de garantir a integridade física de todos envolvidos.

A demanda por mais de <b>US$ 100 milhões</b> reflete a gravidade do dano sofrido e o impacto permanente na vida de Floros. Ele sublinha que a ausência de protocolos de segurança robustos e a falha em antecipar e mitigar os perigos de um ambiente com tráfego marítimo ativo contribuíram diretamente para a ocorrência do acidente que mudou sua vida para sempre.

Sobrevivência, Recuperação e Vida Pós-Acidente

A sobrevivência de Stavros Floros após o acidente foi um milagre atribuído, em parte, à rápida intervenção de um desconhecido. Ele relatou que um torniquete aplicado por um estranho a bordo do barco responsável pelo impacto foi crucial para estancar a hemorragia e mantê-lo vivo no oceano. Em seguida, foi transportado para um hospital em Miami, nos Estados Unidos, onde permaneceu internado por 61 dias, submetendo-se a múltiplas e complexas cirurgias.

Desde o ocorrido, Stavros tem utilizado suas plataformas nas redes sociais para compartilhar sua jornada de recuperação. Ele posta regularmente registros de sua rotina com o auxílio de uma cadeira de rodas, mostrando as dificuldades e os desafios de se adaptar à nova realidade após a amputação. Sua história tem gerado debates sobre os limites da segurança em programas de entretenimento e a extensão da responsabilidade das empresas produtoras em garantir o bem-estar de seus participantes.

Fonte: https://hugogloss.uol.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE