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Pai é Detido Sob Suspeita de Maus-Tratos Após Morte de Bebê com Lesões em Belo Horizonte

G1

Belo Horizonte foi palco de uma triste ocorrência neste sábado (31), quando um bebê de apenas 11 meses de idade veio a óbito com graves lesões na cabeça e pescoço. O pai da criança, um homem de 22 anos, foi imediatamente detido sob suspeita de maus-tratos, após apresentar versões inconsistentes sobre como os ferimentos teriam acontecido. O caso, que levanta sérias preocupações, está sob investigação na Região Oeste da capital mineira.

A Tragédia e a Pronta Intervenção Médica e Policial

O incidente culminou com o encaminhamento do pequeno para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oeste, localizada no bairro Jardim América. A equipe médica, ao examinar o bebê, notou a gravidade e as características incomuns dos ferimentos, que indicavam algo além de uma queda acidental, prontamente acionando a Polícia Militar. O histórico clínico da criança adicionou uma camada de complexidade ao caso, revelando que, aos quatro meses de idade, o bebê já havia sofrido um trauma similar, o qual evoluiu para um quadro de hidrocefalia. Lamentavelmente, os registros da UPA indicam que, em seus curtos 11 meses de vida, a criança havia sido admitida na unidade por pelo menos seis vezes, evidenciando uma preocupante recorrência de problemas de saúde ou acidentes.

As Contradições no Primeiro Relato do Pai

Durante o depoimento inicial à Polícia Militar, o pai apresentou uma primeira versão dos acontecimentos. Ele alegou que estava sozinho em casa com o filho quando foi chamado ao portão. Ao retornar para o interior da residência, encontrou o bebê caído de bruços. Segundo seu relato, ele teria tentado reanimar a criança sem sucesso, momento em que ligou para a esposa, informando que o filho havia rolado da cama e caído no chão. No entanto, as alegações foram recebidas com ceticismo tanto pela equipe médica quanto pelos policiais. Foram observadas diversas contradições, especialmente no que tange à natureza das lesões, que não pareciam compatíveis com a dinâmica de uma simples queda da cama, e ao momento em que o pai afirmou ter feito a ligação para a mãe da criança.

Uma Segunda Narrativa Sob Interrogatório

Diante das inconsistências em seu primeiro depoimento, o suspeito foi novamente interrogado, e seu relato sofreu uma mudança significativa. Na nova versão, o homem contou que, após ser acionado por uma vizinha no portão e informá-la que sua esposa não estava em casa, retornou e encontrou o bebê chorando na cama. Ele então pegou a criança no colo e, ao tentar sair do quarto, percebeu que o choro havia cessado. Ao recolocar o bebê na cama, ele afirmou que a criança girou em seus braços e caiu no chão, novamente de bruços. Após essa nova queda, o pai tentou, mais uma vez, levantar e reanimar o filho sem êxito, o que o levou a ligar para a esposa e, subsequentemente, se deslocar para a UPA Oeste. Essa segunda versão, embora diferente, também é objeto de análise rigorosa pelas autoridades, buscando estabelecer a verdade dos fatos.

Desdobramentos da Investigação e Medidas Oficiais

A Prefeitura de Belo Horizonte, através de nota, reiterou que as características específicas das lesões observadas no bebê foram o principal motivo para o imediato acionamento da Polícia Militar pela equipe da UPA. Paralelamente, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que sua perícia oficial foi prontamente deslocada para o local do ocorrido, no bairro Nova Cintra, a fim de realizar todos os levantamentos técnicos e científicos necessários para a investigação. O pai, principal suspeito no caso, foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da autoridade policial para mais esclarecimentos. As investigações prosseguem para elucidar as circunstâncias exatas da morte do bebê e determinar a responsabilidade pelos fatos.

A comunidade aguarda com expectativa os resultados da investigação, que busca não apenas esclarecer a trágica morte de uma criança tão jovem, mas também garantir que a justiça seja feita. A complexidade do caso, com seu histórico de internações e as versões conflitantes do suspeito, exige uma apuração detalhada e rigorosa por parte das autoridades competentes.

Fonte: https://g1.globo.com

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