Um estudo recente revela que o Brasil alcançou, em 2024, os melhores indicadores de renda, desigualdade e pobreza desde o início da série histórica em 1995. A pesquisa aponta um crescimento significativo da renda domiciliar per capita, uma redução notável no índice de Gini e uma queda expressiva na taxa de extrema pobreza nas últimas três décadas.
O progresso, no entanto, não foi linear. Um período de crescimento consistente entre 2003 e 2014 foi interrompido por crises que se estenderam até 2021, culminando em um impacto severo durante a pandemia. A renda per capita atingiu o menor patamar em uma década.
A partir de 2021, uma recuperação notável foi observada. Em três anos consecutivos, a renda média cresceu mais de 25% em termos reais, marcando o maior avanço desde o Plano Real. Essa recuperação veio acompanhada de uma diminuição significativa na desigualdade.
Especialistas atribuem essa melhora recente ao aquecimento do mercado de trabalho e à expansão de programas de transferência de renda. Iniciativas como o Bolsa Família e outros benefícios se mostraram eficazes no período pós-2020.
Apesar dos avanços, o efeito das transferências perdeu força nos anos de 2023 e 2024, enquanto o mercado de trabalho se manteve como um fator determinante nos indicadores sociais. Em 2024, embora o país tenha registrado os menores níveis de pobreza da série histórica, uma parcela da população ainda se encontrava em situação de extrema pobreza e pobreza.
A pesquisa sugere que o ritmo de avanço observado no período pós-pandemia pode desacelerar, com o mercado de trabalho desempenhando um papel ainda mais crucial nos próximos anos. Após um período de estagnação ou retrocesso, os indicadores de renda, desigualdade e pobreza voltaram a melhorar de forma simultânea e acelerada.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br