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BNDES Impulsiona Economia com R$ 230 Bilhões em Crédito Aprovado

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 230 bilhões em operações de crédito entre janeiro e setembro deste ano. Este montante, que engloba tanto as operações diretas quanto as indiretas, incluindo empréstimos de outras instituições com garantia do banco, representa um aumento significativo de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) foram as principais beneficiadas, concentrando 67% do valor total aprovado, o que equivale a R$ 155,1 bilhões. Desse montante, R$ 91,3 bilhões foram destinados a garantias e R$ 63,7 bilhões a operações de crédito propriamente ditas.

O balanço operacional e financeiro da instituição, divulgado nesta sexta-feira (14), revela que a carteira total de crédito alcançou R$ 616 bilhões, representando um crescimento de 12% em comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Esse é o maior valor registrado nos últimos nove anos. Os desembolsos relacionados a essas operações também apresentaram um aumento expressivo de 17%, totalizando R$ 101,9 bilhões no período de janeiro a setembro.

Houve destaque para o aumento de 50% nos repasses destinados à indústria, que somaram R$ 27,3 bilhões, superando os R$ 24,9 bilhões contratados pelo agronegócio. Segundo declarações, esse desempenho reflete o foco na recuperação da indústria nacional.

Apesar do destaque da indústria, todos os setores, com exceção da infraestrutura, apresentaram crescimento tanto nas aprovações quanto nos desembolsos. O setor de infraestrutura apresentou uma queda de 10% nas aprovações e estabilidade nos desembolsos.

O presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, atribuiu o menor interesse por novas operações no setor de infraestrutura, em parte, aos efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que geraram incerteza em relação a alguns investimentos. Ele adiantou que um grande anúncio previsto para a próxima semana deverá impulsionar o balanço anual.

O banco também reportou um lucro líquido de R$ 17,2 bilhões, valor 9% inferior ao do ano anterior. De acordo com o diretor Financeiro, Alexandre Abreu, essa queda se deve, em grande parte, à redução nos dividendos recebidos da Petrobras, 54% menores em relação ao ano anterior. Apesar disso, Mercadante classificou o resultado como “extraordinário”. Os ativos totais do banco seguem em trajetória de crescimento, atingindo R$ 905,8 bilhões em setembro, e se aproximando da marca de R$ 1 trilhão.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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